NeuroAtlas/Sistemas/Módulo 12
12
Da cóclea ao equilíbrio

Audição e sistema vestibular

Transforme ondas sonoras e aceleração da cabeça em vias neurais, reflexos oculares e raciocínio sobre vertigem.

40 minIntermediário5 questões
Autoria e curadoriaLeandro Julio RechiMetodologia editorial →
MAPA DE 60 SEGUNDOS

Comece pelo que precisa explicar.

Leia os objetivos, tente responder mentalmente e só então avance. Isso transforma leitura passiva em recuperação ativa.

  1. 01Explicar transdução coclear
  2. 02Descrever o reflexo vestíbulo-ocular
  3. 03Diferenciar vertigem periférica e central
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  1. 01
    Explicar transdução coclear

    A orelha média adapta impedância; o estribo movimenta a janela oval. A onda viaja pela cóclea e desloca a membrana basilar: base rígida responde a altas frequências, ápice flexível a baixas. Deflexão dos estereocílios abre canais mecanossensíveis; K+ da endolinfa entra nas células ciliadas. Células ciliadas internas transmitem a maior parte da informação Externas amplificam e afinam Órgão de Corti repousa sobre membrana basilar

  2. 02
    Descrever o reflexo vestíbulo-ocular

    Nervo coclear → núcleos cocleares → projeções bilaterais para complexo olivar superior → lemnisco lateral → colículo inferior → MGN → córtex auditivo. A bilateralidade acima dos núcleos reduz surdez unilateral por lesão cortical isolada. Oliva superior compara tempo e intensidade entre orelhas. VIII entra na junção pontobulbar MGN é relé talâmico auditivo A1 mantém tonotopia

  3. 03
    Diferenciar vertigem periférica e central

    Canais semicirculares detectam aceleração angular; utrículo e sáculo, aceleração linear e gravidade. O reflexo vestíbulo-ocular move os olhos em sentido oposto ao giro da cabeça. Vertigem periférica costuma ser intensa, com náusea e nistagmo horizontal-torcional suprimido por fixação; sinais neurológicos focais ou nistagmo vertical sugerem central. VPPB: cristais deslocados, episódios breves posicionais Neurite vestibular: vertigem prolongada sem perda auditiva HINTS só deve ser aplicado no contexto e por examinador treinado

01
CONCEITO-CHAVE

Mecânica e transdução

A orelha média adapta impedância; o estribo movimenta a janela oval. A onda viaja pela cóclea e desloca a membrana basilar: base rígida responde a altas frequências, ápice flexível a baixas. Deflexão dos estereocílios abre canais mecanossensíveis; K+ da endolinfa entra nas células ciliadas.

  • Células ciliadas internas transmitem a maior parte da informação
  • Externas amplificam e afinam
  • Órgão de Corti repousa sobre membrana basilar
Pare e recupere: explique este bloco sem olhar

Explique, sem consultar o texto, como funciona “Mecânica e transdução”.

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Resposta esperada

A orelha média adapta impedância; o estribo movimenta a janela oval. A onda viaja pela cóclea e desloca a membrana basilar: base rígida responde a altas frequências, ápice flexível a baixas. Deflexão dos estereocílios abre canais mecanossensíveis; K+ da endolinfa entra nas células ciliadas.

Pontos indispensáveis
  • Células ciliadas internas transmitem a maior parte da informação
  • Externas amplificam e afinam
  • Órgão de Corti repousa sobre membrana basilar
02
CONCEITO-CHAVE

Via auditiva

Nervo coclear → núcleos cocleares → projeções bilaterais para complexo olivar superior → lemnisco lateral → colículo inferior → MGN → córtex auditivo. A bilateralidade acima dos núcleos reduz surdez unilateral por lesão cortical isolada. Oliva superior compara tempo e intensidade entre orelhas.

  • VIII entra na junção pontobulbar
  • MGN é relé talâmico auditivo
  • A1 mantém tonotopia
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Explique, sem consultar o texto, como funciona “Via auditiva”.

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Resposta esperada

Nervo coclear → núcleos cocleares → projeções bilaterais para complexo olivar superior → lemnisco lateral → colículo inferior → MGN → córtex auditivo. A bilateralidade acima dos núcleos reduz surdez unilateral por lesão cortical isolada. Oliva superior compara tempo e intensidade entre orelhas.

Pontos indispensáveis
  • VIII entra na junção pontobulbar
  • MGN é relé talâmico auditivo
  • A1 mantém tonotopia
03
CONCEITO-CHAVE

Vestibular e vertigem

Canais semicirculares detectam aceleração angular; utrículo e sáculo, aceleração linear e gravidade. O reflexo vestíbulo-ocular move os olhos em sentido oposto ao giro da cabeça. Vertigem periférica costuma ser intensa, com náusea e nistagmo horizontal-torcional suprimido por fixação; sinais neurológicos focais ou nistagmo vertical sugerem central.

  • VPPB: cristais deslocados, episódios breves posicionais
  • Neurite vestibular: vertigem prolongada sem perda auditiva
  • HINTS só deve ser aplicado no contexto e por examinador treinado
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Explique, sem consultar o texto, como funciona “Vestibular e vertigem”.

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Resposta esperada

Canais semicirculares detectam aceleração angular; utrículo e sáculo, aceleração linear e gravidade. O reflexo vestíbulo-ocular move os olhos em sentido oposto ao giro da cabeça. Vertigem periférica costuma ser intensa, com náusea e nistagmo horizontal-torcional suprimido por fixação; sinais neurológicos focais ou nistagmo vertical sugerem central.

Pontos indispensáveis
  • VPPB: cristais deslocados, episódios breves posicionais
  • Neurite vestibular: vertigem prolongada sem perda auditiva
  • HINTS só deve ser aplicado no contexto e por examinador treinado
APROFUNDAMENTO MÉDICO

Da estrutura ao raciocínio clínico

Audição converte pressão em mapa de frequências; o sistema vestibular converte aceleração em referência para olhos, postura e percepção. Ambos compartilham o VIII nervo, mas têm receptores e sintomas distintos.

01
CAMADA 1 · AUDIÇÃO

Da membrana timpânica à tonotopia

Som vibra tímpano e ossículos; o estribo move a janela oval e cria onda na cóclea. A membrana basilar é rígida e estreita na base para altas frequências e mais larga no ápice para baixas. Células ciliadas internas transduzem; externas amplificam e afinam mecanicamente. O órgão de Corti converte deflexão dos estereocílios em potencial receptor e liberação de glutamato.

  • Condução envolve orelha externa/média; sensorioneural envolve cóclea, nervo ou via central.
  • Endolinfa rica em K+ e potencial endococlear favorecem despolarização das células ciliadas.
  • Ruído e aminoglicosídeos podem lesar células ciliadas, que não se regeneram funcionalmente em humanos.
02
CAMADA 2 · VIA CENTRAL

Projeções bilaterais reduzem surdez por lesão unilateral central

Fibras cocleares chegam a núcleos cocleares e distribuem-se bilateralmente por complexo olivar superior, lemnisco lateral e colículo inferior até corpo geniculado medial e córtex auditivo. Diferenças interaurais de tempo e intensidade permitem localizar sons. Lesão unilateral acima dos núcleos cocleares tende a prejudicar discriminação e localização mais do que abolir audição de um ouvido.

  • Weber lateraliza para o ouvido doente na perda condutiva e para o melhor ouvido na sensorioneural.
  • Rinne normal é via aérea maior que óssea; inversão sugere perda condutiva relevante.
  • Audiometria separa limiar por frequência e via aérea/óssea.
03
CAMADA 3 · VESTIBULAR

Canais medem rotação; otólitos, aceleração linear e gravidade

Três canais semicirculares detectam aceleração angular por deflexão da cúpula. Utrículo e sáculo usam máculas com otocônias para aceleração linear e inclinação. Núcleos vestibulares projetam a núcleos oculomotores, medula, cerebelo e tálamo. Assim, assimetria aguda gera vertigem, nistagmo, náusea e desequilíbrio.

  • Nistagmo periférico costuma ser unidirecional e suprimido pela fixação; sinais centrais exigem cautela.
  • VOR move olhos em sentido oposto à cabeça para estabilizar a imagem.
  • Vertigem posicional paroxística benigna decorre geralmente de canalitíase posterior e responde a manobras apropriadas.
INTEGRAÇÃO ATIVA

Conecte antes de avançar

  1. 1

    Diferencie vertigem de pré-síncope, desequilíbrio e sensação inespecífica.

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    Resposta esperada

    Vertigem é ilusão de movimento; pré-síncope é sensação de desmaio/hipoperfusão; desequilíbrio é instabilidade ao ficar em pé/andar; sensação inespecífica pode refletir fármacos, ansiedade ou múltiplas causas. O primeiro passo é caracterizar tempo, gatilho e síndrome, não o adjetivo tontura.

    Pontos indispensáveis
    • Vertigem é ilusão de movimento
    • pré-síncope é sensação de desmaio/hipoperfusão
    • desequilíbrio é instabilidade ao ficar em pé/andar
  2. 2

    Associe sintomas auditivos simultâneos a labirinto/nervo, mas reconheça causas centrais.

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    Resposta esperada

    Hipoacusia, zumbido ou plenitude simultâneos favorecem cóclea/labirinto/VIII, mas AICA e outras lesões centrais podem envolver audição. O contexto vascular e sinais centrais impedem usar sintoma auditivo como prova de causa periférica.

    Pontos indispensáveis
    • Hipoacusia, zumbido ou plenitude simultâneos favorecem cóclea, labirinto ou nervo VIII.
    • Isquemia no território da AICA pode produzir vertigem e perda auditiva de origem central/vascular.
    • Déficits neurológicos, risco vascular e exame oculomotor impedem usar sintoma auditivo como prova de causa periférica.
  3. 3

    Em síndrome vestibular aguda, procure déficits neurológicos e aplique exame oculomotor apenas com treinamento adequado.

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    Resposta esperada

    Na síndrome vestibular aguda contínua, procure diplopia, disartria, fraqueza, perda sensitiva, ataxia axial grave e cefaleia nova. HINTS/HINTS+ só é válido no paciente correto, sintomático, com nistagmo espontâneo e por examinador treinado; não serve para episódios breves ou assintomáticos.

    Pontos indispensáveis
    • Na síndrome vestibular aguda contínua, procure diplopia, disartria, fraqueza, perda sensitiva, ataxia axial grave e cefaleia nova
    • HINTS/HINTS+ só é válido no paciente correto, sintomático, com nistagmo espontâneo e por examinador treinado
    • não serve para episódios breves ou assintomáticos

Base de aprofundamento: Guyton & Hall · Tratado de Fisiologia Médica · Machado & Haertel · Neuroanatomia Funcional. Consulte a edição disponível em português e as fontes específicas ao final do módulo.

ATLAS VISUAL

Duas linhas paralelas

A via torna-se bilateral cedo; a localização sonora nasce da comparação entre os dois lados.

Reconstrua o mapa “Duas linhas paralelas” e explique a relação entre seus elementos.
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Resposta esperada

A via torna-se bilateral cedo; a localização sonora nasce da comparação entre os dois lados. A sequência reúne: Som → cóclea → VIII → Oliva → Colículo inferior → MGN → A1.

Pontos indispensáveis
  • Som → cóclea
  • VIII
  • Oliva
  • Colículo inferior
  • MGN
  • A1
MAPAS MENTAIS E VISUAIS

Revise, amplie
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Todo assunto da plataforma possui esta área própria. Os mapas entram somente depois de revisados e ficam disponíveis no formato original para estudo offline.

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Mapa visual das vias visual, auditiva e vestibularAmpliar ↗
MAPA VISUAL · PNG

Sentidos especiais

Visão geral conceitual dos sistemas visual e auditivo-vestibular; estações, cruzamentos e déficits são detalhados nas aulas.

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CASO12
RACIOCÍNIO CLÍNICO

O quarto gira ao virar na cama

Paciente tem crises de vertigem de segundos ao deitar ou virar para a direita, sem déficit neurológico ou perda auditiva.

Ver resolução comentada do caso
Resposta esperada

Duração breve e gatilho posicional sugerem VPPB Ausência de sinais focais favorece causa periférica Canal posterior é o mais frequentemente envolvido

Pontos indispensáveis
  • Duração breve e gatilho posicional sugerem VPPB
  • Ausência de sinais focais favorece causa periférica
  • Canal posterior é o mais frequentemente envolvido
ALTA RETENÇÃO

Pérolas para levar

01

Vertigem é ilusão de movimento, não sinônimo de tontura

02

Base da cóclea: agudos; ápice: graves

03

Perda auditiva unilateral muda o diferencial vestibular

CHECKPOINT CLÍNICO

Quiz · Audição e sistema vestibular

Cinco questões. Você domina o nó com 60% ou mais.

5questões
01Frequências altas estimulam principalmente a:
02Canais semicirculares detectam:
03O relé talâmico auditivo é o:
04Nistagmo vertical puro aumenta suspeita de causa:
05O reflexo vestíbulo-ocular serve para:
LEITURA E FONTES

Para aprofundar

OpenStax A&P 2e — sentidos especiais↗Purves et al. — Neuroscience↗OpenStax A&P 2e — exame neurológico↗

Conteúdo educacional baseado no acervo de Neurociências do projeto e nas referências indicadas. Não substitui supervisão clínica ou protocolo institucional.