NeuroAtlas/Sistemas/Módulo 13
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Retina, quiasma e córtex

Via óptica e campos visuais

Reconstrua defeitos de campo visual a partir da organização retinotópica do nervo óptico ao sulco calcarino.

38 minIntermediário5 questões
MAPA DE 60 SEGUNDOS

Comece pelo que precisa explicar.

Leia os objetivos, tente responder mentalmente e só então avance. Isso transforma leitura passiva em recuperação ativa.

  1. 01Traçar a via retino-genículo-calcarina
  2. 02Localizar defeitos de campo
  3. 03Entender reflexos pupilares
01
CONCEITO-CHAVE

Retina e decussação

A imagem é invertida na retina: campo temporal projeta na retina nasal; campo nasal, na retina temporal. Axônios de células ganglionares formam o nervo óptico. Fibras nasais cruzam no quiasma; temporais permanecem ipsilaterais. Cada trato óptico carrega o hemicampo contralateral.

  • Quiasma central: hemianopsia bitemporal
  • Nervo óptico: perda monocular
  • Trato óptico: hemianopsia homônima contralateral
Pare e recupere: explique este bloco sem olhar
Pergunta-guia

Como você conectaria “Retina e decussação” ao caso clínico ou à localização anatômica deste módulo?

Checklist de resposta

Quiasma central: hemianopsia bitemporal • Nervo óptico: perda monocular

02
CONCEITO-CHAVE

Radiações e córtex

LGN projeta por radiações ópticas. Alça de Meyer no temporal carrega campo superior e sua lesão causa quadrantanopsia superior contralateral. Fibras parietais carregam campo inferior. Córtex visual primário circunda o sulco calcarino; polo occipital representa mácula.

  • Temporal: 'pie in the sky'
  • Parietal: quadrante inferior
  • Occipital pode poupar mácula por suprimento dual
Pare e recupere: explique este bloco sem olhar
Pergunta-guia

Como você conectaria “Radiações e córtex” ao caso clínico ou à localização anatômica deste módulo?

Checklist de resposta

Temporal: 'pie in the sky' • Parietal: quadrante inferior

03
CONCEITO-CHAVE

Pupila e vias não visuais

Aferência luminosa segue II até área pretectal, que ativa bilateralmente Edinger-Westphal; eferência via III e gânglio ciliar contrai a pupila. Lesão aferente causa defeito pupilar aferente relativo; lesão eferente do III prejudica constrição do olho afetado independentemente de onde a luz entra.

  • Reflexo direto e consensual testam o mesmo circuito bilateral
  • RAPD é detectado pelo teste da lanterna oscilante
  • Via retino-hipotalâmica sincroniza ritmo circadiano
Pare e recupere: explique este bloco sem olhar
Pergunta-guia

Como você conectaria “Pupila e vias não visuais” ao caso clínico ou à localização anatômica deste módulo?

Checklist de resposta

Reflexo direto e consensual testam o mesmo circuito bilateral • RAPD é detectado pelo teste da lanterna oscilante

ATLAS VISUAL

A regra do quiasma

Depois do quiasma, todo defeito importante tende a ser homônimo.

CASO13
RACIOCÍNIO CLÍNICO

Perda da visão periférica bilateral

Paciente com cefaleia e alteração hormonal relata esbarrar em objetos dos dois lados. Campimetria mostra hemianopsia bitemporal.

1

Perda de campos temporais implica fibras nasais retinianas

2

Essas fibras cruzam no centro do quiasma

3

Massa selar com extensão suprasselar, como macroadenoma, é hipótese principal

ALTA RETENÇÃO

Pérolas para levar

01

Campo visual e retina têm lados opostos

02

Pós-quiasma = defeito homônimo

03

RAPD localiza retina/nervo óptico antes do quiasma

CHECKPOINT CLÍNICO

Quiz · Via óptica e campos visuais

Cinco questões. Você domina o nó com 60% ou mais.

5questões
01Hemianopsia bitemporal localiza-se no:
02Lesão da alça de Meyer esquerda causa:
03Fibras que cruzam no quiasma vêm da retina:
04A eferência do reflexo fotomotor percorre o nervo:
05Lesão completa do nervo óptico direito causa:
LEITURA E FONTES

Para aprofundar

OpenStax A&P 2e — sentidos especiaisOpenStax A&P 2e — exame neurológicoPurves et al. — Neuroscience

Conteúdo educacional baseado no acervo BMF4 do projeto e nas referências indicadas. Não substitui supervisão clínica ou protocolo institucional.